sexta-feira, 26 de maio de 2017

Pé Nu

Ora então vamos lá abrir as hostes, tendo em conta que o sol anda a espreitar e os petiscos à beira-mar começam a ganhar raízes. Infelizmente, esta refeição não teve o melhor desfeito.
Por onde começar??? Vamos às coisinhas boas, sim?
Pé Nu é um restaurante literalmente em cima da praia com o mar a dois passos. E é isto! As coisas boas acabaram. 
Vamos ao almoço catastrófico! 
Tinha dispensado as entradas típicas do pão com manteiga e acessórios e pedi um par de ostras. Passaram 15 minutos e o empregado vem dizer que afinal já não tinha ostras, mas que o prato principal não ia demorar. Certo... isso e os 40 minutos que se seguiram em agonia pela tão falada Zarzuela. 
Nisto, convém beber qualquer coisa, mas os copos convém estarem limpos. E convém também o vinho e a água chegarem à mesa, o que só aconteceu três vezes depois de pedir o mesmo a diferentes empregados. Que arrelia!
A Zarzuela chegou e o tão afamado prato revelou-se uma decepção no paladar. Amêijoa com areia, 4 camarões e um peixe que se afundava em azeite... Visualmente, o prato é fabuloso, mas o pior acho que ainda estaria para vir. 
No ato do pagamento, o gerente ou alguém com ar de quem manda, revelou-se extremamente mal educado por ser honesta e dizer-lhe que tudo correu mal, desde o atendimento à refeição. O senhor não viu este comentário com bons modos e, apesar de te retirado o prato da conta, fê-lo contrariado e a refilar até sair do restaurante.
Conclusões a tirar? Não regressar, isso é certo! 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sushisan... Saldanha!

Sushisan... muito ouvi falar deste merchandising de sushi. E também ouvi falar menos bem do Sushisan do Saldanha. Parece-me verdade! Mas vamos por pontos...
Reconheço que comer em Lisboa, em qualquer lado, à hora de almoço é um pânico. Os pratos têm de ser rápidos e não há tempo para fazer "sala". Isso eu percebo, mas não consigo encaixar isso no conceito de restaurante de sushi. Eu tenho limite horário para o almoço, mas gosto de me sentir confortável quando estou a comer. Não foi nada disso que aconteceu. 
Mal acabei de pedir os pratos, eles estavam imediatamente na mesa... nada contra a rapidez do serviço, porém, dá muito a ideia de sushi fast food, como se tivéssemos no McDonald´s a comer peixe cru. 
Por falar nisso, a comida pareceu-me fresca, nada a apontar. A sopa miso estava boazita, nada de extravagante. E o ambiente? Bom, muita gente a entrar e a sair como porcos a ir para o espeto, pouca luz e, nesse dia, estava um sol lindo. 
E é isto! Não me apraz dizer mais nada. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Uma despedida de solteira...

Num destes fins-de-semana, em vésperas do casamento, a minha amiga Joana teve a sua despedida de solteira. Ao fim de um dia divertido, as madrinhas, que organizaram o dia, proporcionaram à noiva e às amigas um jantar diferente.  
Juntámo-nos todas à mesa e metemos mãos na massa para uma aula de cozinha. Na ementa constava, para entrada, ceviche, como prato principal, magret de pato com batata confitada e, para fechar com estrela michelin, uma pavlova de frutos silvestres.
Por onde começar... hum... O chef que nos orientou respondeu prontamente a todas as nossas questões e foi-nos acompanhando no processo de realização de todos os pratos. As meninas foram-se dividindo, mas todas experimentaram fazer uma (a sua) pavlova, trabalhar o naco de pato e confecionar o ceviche. 
O empratamento ficou a cargo das ajudantes do chef, enquanto no piso de cima nos divertíamos com jogos e música. 
No fim, o resultado do jantar foi maravilhoso. E, no geral, a despedida de solteira foi um sucesso. 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

KomeKala é uma pizzaria!

Não é um restaurante novo para mim, mas raramente lá vou, não sei muito bem porquê. Talvez pela localização ou pela falta de hábito. Sim, talvez seja isso, a falta de hábito.
Ora então... KomeKala é uma pizzaria fantástica no Monte Abrãao. O sítio é bastante tranquilo, apesar do que se possa pensar sobre a zona; o espaço é tipicamente italiano, cores e decoração, mas o que mais se destaca é o cheiro da massa das pizzas pelo ar. Aquele cheiro a farinha, sabem? É simplesmente de fazer crescer água na boca! Isso e o pão de alho. Não sou fã de alho, mas aquele sabor a alho num pão crocante e coberto com queijo derretido é revigorante. 
Na ementa, há um vasto número de pizzas, todas elas extremamente apetitosas, pelo que observei nas mesas ao lado da minha. São, claramente, o prato de excelência daquela casa, mas também há lasanha ou derivados, mas confesso que não dei muita importância a essa parte da carta. 
Havia bolo de bolacha, mousse de chocolate, quindim, baba de camelo e bolo brigadeiro para a sobremesa. A coisa ficou-se pelo bolo de bolacha. 
Foi uma refeição surpresa e apetitosa que matou as minhas saudades de comida italiana, de que tanto gosto. 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A pastelaria Garret


Com 30 anos de vida fico feliz por haver pastelarias que me conseguem espantar o paladar. Fui à Garret, no Estoril. 
Conhecida pelo Bolo Rainha delicioso, é uma casa com uns eclair´s frescos e, mais uma vez, deliciosos. É impossível não usar a mesma palavra para caracterizar a pastelaria daquele sítio. 
A montra é uma perdição para a visão e para as papilas gustativas e para a nossa vontade de querer provar um pedacinho de cada um dos bolos, biscoitos e, novamente, delícias, que correm pelas vitrenes em forma de u. 
Tinham-me vendido os eclairs e acabei por provar o eclair de café. Para a mesa veio também um eclair de baunilha e um mini-cheecake de frutos vermelhos. 
Por onde começar... hummm... primeiro, não sou admiradora de eclairs, que fique registado. Penso que já aqui tive oportunidade de referir os eclair´s da conhecida pastelaria do Saldanha, L'eclair, mas esqueçam lá isso. A Garret conseguiu juntar uma massa fresca com um recheio de doidos. Acompanhei com chá verde e uma boa conversa com vista para o mar.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Pão nórdico do Ti

Os felizardos que me seguem no Instagram tiveram o prazer de ver em primeira mão o resultado de um pão nórdico, feito por um amigo. (Pois, não fui eu!)
Não sei muito bem de onde é que ele tirou a ideia, mas desde há uns tempos que falava em pão nórdico. E eu sem saber o que na realidade se tratava.
Num dia, ao jantar, ele meteu mãos na massa e finalmente elucidou-me quanto aos ingredientes para a confeção do dito pão. 
Fiz uma pesquisa rápida pela internet a tentar perceber de onde vem esta coisa do "pão nórdico" e há muito pouca coisa sobre o pão em si, mas algumas coisinhas sobre a cozinha nórdica e um restaurante famosamente Michelin, em Copenhaga, o Norma. Pelo que percebi, foi na necessidade de criar uma dieta nórdica que fizesse face à dieta mediterrânica, que nasceu esta cozinha ou que, pelo menos, reavivasse a gastronomia nórdica. E, o restaurante, foi um impulsionador desse objetivo. 
Posto isto, a receita em si não tem muita ciência. Quando eu cheguei ao pé do meu amigo, já havia uma mistura de cereais com um cheirinho a canela e algo doce (tâmaras) dentro de uma taça gigante. Tentei adivinhar os ingredientes, mas não acertei em todos. Sei que havia sementes de sésamo, ovos, azeite, tâmaras... na verdade, havia um inúmero infindável de sementes. No global, parecia alpiste, a comida para os passarinhos. 
Comida de passarinhos ou não, depois de uma hora no forno, soube-me deliciosamente bem as duas fatias do pão que comi. Juntei-lhe chá de cidreira mel e foi remédio santo para uma noite tranquila. 
Fica rijo por fora, mas a massa por dentro solta-se a cada trinca. Acho que lhe vou pedir um pão nórdico para o fim-de-semana. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Tappas Bar

É um restaurante que passa despercebido, perto do Saldanha, mas serve bem o seu propósito. 
Pedi uma picanha do Uruguai (dizem eles) que, infelizmente, nada do prato tinha sal. E para eu dizer isto é porque não sabia mesmo a nada, nem a carne ou os verdes... Raramente tempero a comida, mas aquilo estava para lá de não ter sabor. Mas a comida estava gostosa (depois do sal que lhe botei). Não provei, mas o coelho à caçador cheirava bem (pelo menos). Pelos comentários, o pão estava rijo e a carne não estava assim tão divinal como seria de esperar.
A sobremesa... uns "bons morangos", como o empregado decidiu apregoar. Foram bem vendidos e merecedores do título. Aqui, não foi necessário pôr açúcar, algo que, de resto, também não costumo pôr. 
O espaço talvez seja mais convidativo a um final de tarde para umas cervejas e tapas. Há um quadro na parede com os diferentes petiscos a apresentar: ovos com farinheira, ameijoas, morcela... os petiscos típicos. 
Penso que as opções do almoço servem para chamar o pessoal que habitualmente trabalha por perto. Quanto aos preços, um pouco acima da média do que se costuma praticar ao redor. Por hoje é isto!