sexta-feira, 8 de abril de 2016

Cake Design... O INÍCIO!

Este gosto pela doçaria não é de hoje. Deste pequena que guardo imagens da minha mãe na cozinha a fazer bolos e eu e os meus irmãos a ajudar ou a atrapalhar. Uns batiam as claras em castelo, enquanto a minha mãe mexia, ao lume, o doce de ovo, outros cortavam as maçãs... Havia funções para todos. Mas o momento mais alto não era o de retirar o bolo do forno, mas antes de o colocar na forma. O acto de raspar o tupperware com o "salazar" é universal e único na vida das crianças. Hoje em dia, ainda o faço. Houve tempos em que apenas fazia a massa para me puder lambuzar. 


Mas, então, como disse, o cake design é algo recente, pelo menos para o cozinheiro comum, de casa. A pasta de açúcar é usada há muitos anos lá fora, mas por cá, sempre gostámos de pôr a mão na massa e cozer bolos típicos como o bolo de laranja, o bolo de iogurte ou o bolo mármore. São clássicos e acompanham sempre bem ao lanche com um chá ou ao pequeno-almoço com um copo de leite simples e frio. Mas, a moda da pasta de açúcar começou a pegar e eu decidi experimentar no 55º aniversário da minha mãe. 

Fiz alguns testes relativamente ao recheio até que me deparei com dois sabores fantásticos: limão e frutos do bosque, separadamente. E como, após algumas degustações, os dois foram os vencedores, decidi fazer não um, mas dois bolos de aniversário. Foram 55 anos. Valia a pena! 
Por fim, a cobertura seria de pasta de açúcar (pensei eu ser a melhor opção). 
Confesso que a pasta de açúcar, neste caso, estragou a veia caseira dos bolos e que, o problema que eu e a Joana tivemos todos os anos desde que fazemos bolos à la mode cake design, foi o mesmo com que me deparei: a base em que assenta a pasta de açúcar. 
Para mim, a pasta de açúcar equivale à maquilhagem. Serve para pôr bonito, apenas e só isso. Porque, a beleza dos bolos tradicionais está no seu gosto interior. 
Os primeiros testes com a pasta de açúcar foram desastrosos. A massa rasgava e se não rasgava era porque estava grossa demais para ser comestível. O objetivo era cobrir os dois bolos, mas apenas fi-lo num, pois foi a quantidade de pasta com que fiquei depois de algumas horas a estragar pasta de açúcar só deu para um pequeno bolo quadrangular. 
Não vi vídeos explicativos, nem sei se havia na época. Talvez sim, mas nem me lembrei. Para a minha mãe e para os convidados o que contou foi a intenção. Os bolos estavam deliciosos, o recheio impecável, só a pasta de açúcar é que estragou a mesa.

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