quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Gutsy

De certeza que já se escreveu muito sobre o Gutsy, mas eu ainda não.
Recordo a primeira vez que fui ao Gutsy. Jantar de final de época com a malta do crossfit. Tudo a pedir o mega hambúrguer que dá para alimentar uma família durante uma semana. É preciso ter estômago e muito apetite para comer aquele ou qualquer dos pratos que se apresenta no menu. 
A carne (ou o peixe... sim, porque há um hambúrguer de salmão em bolo do caco!) acompanha um rol de molhos e alimentos desde cogumelos, queijo e mais queijo, tomate, cebola roxa... Mas a minha última ida ao Gutsy levou-me a provar (ou a tentar) os mini hamburgers. São 8 hamburgers de cada tipo. Mais uma vez, estava com fome, mas apenas me deliciei com três dos presentes. Talvez porque decidi experimentar os saborosos croquetes de farinheira como entrada... (ou talvez não). 
O espaço é agradável e os empregados quase que fazem uma vénia ao cliente, pelo que não entendem piadas. Falta-lhes um bocado mais de flexibilidade e relaxe. Mas são todos assim, deve ser política da casa. 
No final, duas pessoas, pagamos 10 euros cada uma. Não me parece mau, mas não deixa de ser comida enfarda brutos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Dia de comida japonesa

Não fui ao tradicional sushi (que já enjoa), mas decidi degustar as iguarias da cozinha nipónica num restaurante situado num dos cantos do jardim do Príncipe Real, em Lisboa, tapado pelas obras do edifício ao lado. Chama-se Miss Japa e vale a pena visitar.
Há menus de almoço, mais baratos que ao jantar, e com pratos bem variados e saborosos. O espaço tem características modernas, com muitos vidros e cores escuras, tal como toda a vaga de novos restaurantes japoneses, mas este não se limita a servir rolinhos de arroz com sementes e peixe cru. Uma das escolhas fez-se pelo ceviche de mexilhão com sopa mizu; a outra, pelo tradicional sushi e sashimi, (de grande qualidade, faço notar), que se fez acompanhar por uma sopa com noodles e espinafres salteados, abóbora e ovo escalfado Não houve tempo para a sobremesa, mas entre um gin e água fresca se fez o almoço. Pretendo voltar para saborear outros pratos do menu.
O preço não me chocou. Duas pessoas ficou perto de 40 euros.
Os empregados podiam ser mais interativos, bem como os candeeiros mais altos, pois o facto de estarem demasiado perto das mesas faz com que clientes, sempre que se queiram levantar, e empregados, quando nos vêm servir, batam com a cabeça. Esteticamente é bonito, mas não é prático para ninguém. Vejam lá isso!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

"Esta pizzaria é boa!"

"Esta pizzaria é boa!". 
Como boa amante de comida italiana, fiquei com esta frase na cabeça e, num dia destes, ao almoço, decidi experimentar a pizzaria Zero Zero, ali no Príncipe Real, em Lisboa. 
Muito calor na esplanada, o que tornou a ideia de almoçar ao ar livre idiota depois de 10 minutos debaixo do chapéu de sol. O pátio é bonito e, à vista, o espaço tem um ar muito fresco e acolhedor e moderno, mas não passou uma brisa em toda a hora de almoço, o que fez com que a malta comesse a correr. 
A comida estava magnifica. De entrada um presunto com mozzarella e mangericão e como prato principal um misto de duas pizzas: mais presunto e figos e tomate com queijo (a clássica margherita). 
A refeição foi simples e tentou ser o mais fresca possível. Bebeu-se água e chá fresco do dia (penso que era de frutos do bosque com canela). 
No geral, as empregadas foram simpáticas e queridas, o ambiente muito leve e agradável (apesar do calor), mas o preço... duas pessoas, sem café e sobremesa, quase 50 euros. Certo que é um sítio pomposo e a refeição foi boa, mas acho que pagar 25 euros/pessoa merece outras delícias como um bom vinho ou uma sobremesa, o que nem foi o caso. Mas fica a dica para o fim de semana. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O chocolate Landeau

Numa data especial como o aniversário de uma amiga, decidi oferecer-lhe o jantar que terminou com um dos melhores bolos de chocolate que já comi até aos dias de hoje. A marca existe há cerca de 8 anos, segundo o que a empregada da pastelaria Landeau, no Lx Factory me disse. E parece que está para ficar..
A especialidade é, de facto, o bolo de chocolate, que é uma bomba de chocolate com chocolate, mas também serve outras iguarias também com chocolate, claro está! Pelo que vi na ementa disposta pelo balcão, há um mundo de chocolates quentes, que eu adoro., bem como os chás. Embora não seja muito apelativo com este calor, mas talvez num inverno de chuva aconchegue (e bem) um final de tarde. 
Vendem o bolo à fatia (3,50 €), mas também inteiro, sendo que há diversos tamanhos consoante o número de pessoas. Há bolos de 3 kg, 1,5 kg e de 700 gr. Confesso que os preços não são os mais convidativos e que não farei do bolo de chocolate da Landeau o lanche de todos os dias, mas para momentos de celebração é ideal e serve o propósito da sua criadora.  

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Adoro comida italiana!

Vou ser sincera: Adoro comida italiana!
O mundo asiático cativa-me pela cultura, mas Itália encanta-me o paladar. E depois de umas mini-férias, soube-me bem ao paladar comer uma pizza. 
A escolha do local foi meio aleatória, mas vai ser alvo de mais visitas, disso tenho a certeza! Chama-se Lambrettazzurra e fica no centro de Cascais. 
À chegada, a moldura da vitrina que nos permite ver o interior do restaurante aliado à esplanada campestre, que nos suscitam as cadeiras de ferro, remete-nos para dentro de um quadro de Michelangelo. 
Arrependi-me por não ter ficado no alpendre, mas o cheiro típico a pão com alho que vinha de dentro da cozinha levou a melhor, deixou-me a salivar e pensei: é mesmo isto!
O restaurante estava cheio de gente e o ar abafado. Vivia-se uma energia muito gira com os empregados atarefados, sem saber muito bem onde ir, com quem falar ou o que fazer para dar vazão a quem chegava. 
Confesso que a espera de 1 hora pela focaccia me deixou descontente, principalmente porque estava faminta, mas a simpatia de quem nos serviu e o momento em que trinquei o primeiro pedaço de pizza fez o meu dia. 
A escolha das pizzas não podia ter sido melhor. Uma delas veio com ananás e bacon. Adoro fruta na comida. A outra com presunto e malagueta. Ambas estavam deliciosas e o melhor de tudo foi a massa. Pizzas em forno de lenha têm outro sabor, cheiram melhor e fazem o nosso cérebro descobrir novidades. 
Serviram lambrusco "rosso" (tinto) fresquinho, que fica sempre bem com este tipo de pratos. 
Foi pena não ter tido barriga para comer tudo, mas as sombras vieram numa caixinha comigo para casa. 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Porque comer no alentejo é isto...

Sem muitas palavras, deixo-vos os meus pequenos-almoços. Como é sabido, a minha mãe é do alentejo e se viver por lá nos dá anos de vida, a comida vinda diretamente da terra para o prato ainda mais. 

Ovo estrelado com queijo fresco e pêssego
Ovos mexidos com tomates cherry e figos 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Um gelado com uma história para contar...

Para não me desviar muito do mote de todos os verões, hoje vou juntar no mesmo post Festivais e Gelados. 
Penso que petiscos e cerveja combinam bem com o verão, mas nada sabe melhor do que comer um gelado perto da praia com boa música e boa companhia.
Desta vez, optei por um gelado de duas bolos como sobremesa entre o concerto do David Fonseca e dos brasileiros Rappa, no Festival Sol da Caparica. 
A casa eleita tem como nome Um gelado. Bom, não é bem uma casa, na verdade, é de uma carrinha que nos servem os gelados. 
O pedido foram duas bolas dos clássicos sabores chocolate e morango num cone gigante e crocante. O chocolate estava em melhores condições do que o morango, mas ambos saciaram-me pelos caminhos do festival, que oferece aos presentes apenas música portuguesa. 
De resto, o conceito de vender gelados através de uma carrinha não é inovador, mas faz-nos recuar aos tempos em que os nossos pais nos mostravam fotografias deles em criança a rondar os carrinhos de gelado pelas ruas. 
Promove-se a animação e no primeiro dia boa música e muito bom ambiente. 
O espaço está bem dividido, com as barracas de comida e bebida numa avenida, e as áreas de eventos pelo extenso relvado fora. 
Há uma rampa de skate, onde os mais atrevidos podem deslizar entre os especialistas da área; há ilhas de cerveja espalhadas pelo recinto, de forma a ser mais acessível a cervejinha fresquinha; há, ainda, barracas dedicadas ao surf e às atividades aquáticas que se praticam pela zona da Costa da Caparica. E há muito mais!
De destacar a organização, pela perspetiva negativa da coisa. Os voluntários, de uma das entradas, diziam que havia bengaleiro noutra entrada, mas chegando à dita entrada estava apenas uma casinha com agentes da PSP a receber os pertences que não podiam entrar no recinto. Bom, pormenores à parte... As pessoas estão lá para se divertir, dançar, pular e curtir muito.
 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Como o sushi revolucionou o mundo

Para quem não era fã de sushi, dou por mim a pesquisar restaurantes japoneses de qualidade para provar do bom e do melhor. E acho que o meu problema inicial foi exactamente ter provado sushi de pouca qualidade. 
Não sou esquisita com o que como, mas comer peixe cru fraco quando o meu organismo está habituado a cozinhados é meio caminho para um desastre completo. 

Já passaram uns anos desde a primeira vez que comi sushi, mas a sensação não foi muito fixe. Foi num japonês em Massamá, recente e inovador na altura, mas com pouca qualidade tendo em conta aquilo que, entretanto experimentei. 

Há pouco tempo conheci o restaurante Confraria, em Cascais. As meninas foram muito simpáticas e o ambiente é muito fino e moderno. Estava uma verdadeira noite de verão, daquelas que não se dá pelo tempo passar...
Comecei a noite com um gin, enquanto esperava por mesa, que serviu de acompanhamento à refeição. Os  pratos pedidos foram à base de
sushi fusão. 
Para abrir o apetite, temaki de atum e guiozas de vegetais, mas o prato principal, por iniciativa da menina que estava de serviço à mesa, foi o combinado "Confraria I", um misto de sushi e sashimi variado do dia. 

Para além de sushi, o restaurante também serve saladas e funciona como casa de chá.
Bem localizado no centro de Cascais, é uma boa opção para estar perto do mar e fugir à confusão de Lisboa.   

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Leka, Leka ao almoço


Bom, isto de trabalhar em Lisboa tem coisas más como as obras na Av. Fontes Pereira de Melo, o trânsito, as buzinas, confusão de carros e pessoas. Mas, por outro lado, tem coisas boas. Entre elas estão as inúmeras ofertas para almoçar. Há para todos os gostos, para todos os apetites e para todas as carteiras. 
Situado na Tomás Ribeiro, o restaurante Leka Leka é aquilo a que chamamos "clean", com gente gira e empregadas (igualmente giras) muito simpáticas e disponíveis. 
A comida é diferente dos restaurantes comuns com cozido portuguesa às quartas-feiras. Deliciei-me com um risoto de salmão e petisquei do prato do lado uma lasca de bacalhau fresco com batata doce. E que suculento que estava! Ainda veio para a mesa, esparguete com enchidos. É um prato pesado para o verão, mas com um cheiro fabuloso. 
Chegámos à sobremesa e a mousse de chocolate com pepitas de noz não desiludiu. Havia cheesecake, mas fica para uma próxima oportunidade.  
Negativamente, a limonada que parecia água com gotinhas de limão. Foi pena senão o almoço tinha tido nota dez. 
A voltar...

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Mexilhão, mexilhão...

Não há nada melhor na vida do que viajar e comer. Eu não sou fã de comer. Há quem diga "eu adoro comer", mas eu como porque tem de ser. Já todos sabem da minha predilecção pelos doces, mas andam por aí sítios muito, mas muito apetitosos. 
Foi altura de visitar o restaurante Moules and Gin, em Cascais. 
A minha irmã tinha-me falado do espaço há uns valentes meses e finalmente ganhei coragem para lá ir. 
O espaço é muito simples, a decoração suave, arrumada, o que destoa com o barulho que os clientes fazem. Porém, à medida que permanecia na sala ia-me habituando aos sons das pessoas e da música de fundo. 
A carta é curta, mas completa. Há mexilhões com os mais variados molhos. Daí que provei mexilhão com mostarda, cerveja, piri-piri e à bulhão pato. Acompanhavam-lhe batatas fritas gulosas e uma taça de maionese.
Mas, antes disto, chegou à mesa de madeira mexilhão panado, que estava crocantemente divinal. O meu prato de eleição deste menu do mar. 
Como não poderia de faltar: o GIN. Havia três gins da semana, com morangos ou citrinos, mas a carta mostrava-se adequada a qualquer paladar.  
Fazendo um apanhado geral, o Moules é um restaurante jovem e simpático para um bom convívio.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sopa de Meloa com raspas de lima e bacon

A ideia surgiu da cabeça dos mais gulosos, mas a meloa veio diretamente do alentejo e, como não sabia muito bem o que fazer com ela, decidi ir ao encontro da sugestão. 
Ora, descasquei a meloa e tirei-lhe as pevides, cortei aos pedaços e zuca para dentro da bimby. Juntei-lhe umas quantas folhas de mangericão (a receita original é com hortelã) e 100 g. de iogurte grego. Há também quem lhe ponha natas e miolo de mão para o líquido ficar tipo mousse. Misturei tudo por dois minutos e voilá. 
Por cima, cobri com raspas de lima e pedaços de bacon. Fácil e fresco para os finais de tarde quentes. 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O poder da comida asiática

Ora cá estamos... de regresso e em grande neste mês do Agosto, o melhor mês do ano ou não faria eu anos neste belo mês. 

Então, a saga pelos restaurantes asiáticos continua. 
Ontem foi a vez do Siam Square, em Picoas. Sim, porque o verdadeiro Siam Square faz a delícia das mulheres. Na verdade, faz as delícias de todas as pessoas. Vamos, agora, parar por minutos e dissertar sobre o centro comercial de Banguecoque. 
Situado no centro da capital tailandesa, este edifício é um mundo de lojas. São inúmeros pisos com lojas e lojas de tudo o que possamos pensar existir... desde roupa, sapatos, joalharia a telemóveis, máquinas fotográficas, comida. Há mesmo de tudo. E a preços baratos. Recomendo vivamente não sair da cidade sem dar um pezinho pelo Siam Square. Uma dica: levem calçado confortável.

Voltando à comida...
Fiquei junto à janela, como se estivesse à varanda da minha casa, perto da brisa possível que corria num dia de 34 graus e o verde das plantas que aromatizaram o almoço. 
Mais uma vez, os nomes das comidas asiáticas não são o meu forte, mas vou esforçar-me. 

Para a entrada comi spring rolls de legumes, uma espécie de crepes chineses, e satay de galinha ou como quem diz, espetadas de galinha. Sempre a acompanhar com molho agridoce. 

Como prato principal, salada fria de camarão, amendoins e fruta e caril de vaca com picante, claro! O objetivo era comer  a tão conhecida salada de papaia, super fresca e saborosa, mas nesta altura do ano não há papaia de avião e, como tal, veio o camarão. Era uma salada igualmente fresca e saborosa, mas a conjugação com o caril dava-lhe um gosto muito doce, bastante aliás. 
Não podia deixar de mencionar o meu final de tarde com os sabores de chocolate e amendoim da famosa gelataria italiana Nanarella.